Diretório de Artigos

Neste diretório vai encontrar artigos das mais variadas temáticas, seja um autor e publiquem de forma gratuita.

Category: Blogger

17 Gatilhos Mentais para você dominar a arte da persuasão e alavancar suas vendas

Você sabe o que são e para que servem os gatilhos mentais? Bom, imagine que você esteja com um problema e possui duas alternativas para resolvê-lo e, aparentemente, está em dúvida sobre qual decisão tomar.

Faça algo simples: jogue uma moeda para o alto. Não que a moeda vá decidir por você, mas nos instantes que ela estiver no ar, você vai saber para o que está torcendo. E sabe por que isso acontece?

Porque todas as nossas decisões são tomadas, primeiro, no inconsciente, e só depois vêm à consciência, normalmente acompanhadas de uma justificativa racional. Um estudo realizado pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) mostrou que o ato de escolher pode ser dividido em três partes:

  1. Seu cérebro decide o que você vai fazer;
  2. Essa decisão aparece na sua consciência, o que transmite a sensação de que você está tomando a decisão de forma racional;
  3. Você age de acordo com a decisão tomada

Pode parecer estranho, mas na realidade existe um número enorme de decisões que nosso cérebro toma e executa sem informar à nossa consciência, sendo inclusive bastante influenciado pelos arquétipos.

Quando decidimos caminhar, por exemplo, a decisão é consciente, mas logo em seguida o cérebro assume o controle e coordena a ação de dezenas de músculos nas pernas e braços, garantindo que demos um passo, e depois outro e assim sucessivamente.

Algumas decisões do nosso dia a dia são simples e demandam pouca energia do nosso cérebro. No entanto, outras, como comprar um imóvel, são mais complexas e exigem mais esforço mental. Mas, imagine se, para toda decisão complexa, seu cérebro tivesse que analisar minuciosamente cada aspecto da situação.

O cansaço mental seria uma constante em nossas vidas. Porém, nosso sistema nervoso possui um mecanismo de filtragem para validar as nossas escolhas. E é aí que entram os gatilhos mentais.

Eles são diretrizes que o nosso cérebro adota para não precisar fazer todo um trabalho de reflexão a cada tomada de decisão. Isso quer dizer que, ao aplicar os gatilhos mentais de forma correta, você é capaz de engajar as pessoas, motivando-as a agir.

Continue lendo esse artigo e  você conhecerá 9 dos 17 gatilhos mentais que apresentaremos aqui no Viver de Blog e como usar cada um deles em seu negócio e até na sua vida pessoal. São eles:

Índice de conteúdo

  • Gatilho Mental #1 – Escassez
  • Gatilho Mental #2 – Urgência
  • Gatilho Mental #3 – Autoridade
  • Gatilho Mental #4 – Reciprocidade
  • Gatilho Mental #5 – Prova Social
  • Gatilho Mental #6 – Porque
  • Gatilho Mental #7 – Antecipação
  • Gatilho Mental #8 – Novidade
  • Gatilho Mental #9 – Relação Dor x Prazer

Mas atenção! Esses atalhos mentais são extremamente poderosos e devem ser usados com ética. Além disso, se você não entrega ao público aquilo que promete, seu negócio está fadado ao fracasso. Lembre-se: “O cliente só não é Deus porque não sabe perdoar”. (tweet essa frase)

Seu Cérebro em Ação: Rápido ou Devagar? Duas Formas de Pensar

gatilhos-mentais-pensar-rapido-devagar Responda rápido:

1. Quantos animais de cada espécie Moisés colocou na arca?

E sobre esse enigma?

2. Se um bastão de beisebol + uma bola de beisebol custam juntos R$ 1.10 e o bastão custou R$ 1,00 a mais do que a bola… Qual é o preço da bola de beisebol?

Você respondeu dois na primeira pergunta e R$ 0,10 na segunda? Esse é o seu cérebro buscando decisões rápidas, chamadas de fast thinking, ou pensamento rápido. Ele busca atalhos para encontrar uma solução o mais depressa possível para o que você precisa.

Agora… você saberia me dar rapidamente a resposta para essa pergunta?

3. Quanto é 19 x 26? Humm, claro que sei, a resposta é… (peraí! deixa só eu pegar a calculadora…) Exato! Você é capaz de acertar essa multiplicação rapidamente se realmente quisesse, mas seu cérebro entrou no modo slow thinking, ou pensamento lento.

Esse é o seu cérebro reconhecendo uma dificuldade maior na tomada de decisão e precisando de mais tempo para processar a resposta.

Ao invés de atalhos rápidos, ele procura mais lógica para embasar a conclusão. Fascinante, não é mesmo? Sabendo dessa diferença entre os dois modos de pensar, vamos conhecer vários gatilhos mentais nesse artigo para que você ative o pensamento rápido de outra pessoa.

Afinal, se você desejar persuadir, influenciar ou vender um produto ou ideia, você precisa ativar essa zona de pensamento rápido. Ah, as respostas para as 3 perguntas que fiz acima:

  1. Nenhum. Não foi Moisés, mas sim Noé quem colocou animais na arca. 🙂
  2. R$ 0,05. Se o bastão custa R$ 1,00 a mais e o preço dos dois juntos é de R$ 1,10, o bastão custa R$ 1,05 e a bola R$ 0,05. Se fosse R$ 0,10, o bastão custaria R$ 1,10, somando R$ 1,20.
  3. 494. Mas eu não calculei de cabeça. rs

E a referência para esses estudos estão no livro Thinking, Fast and Slow e no vídeo abaixo “Brain Tricks – This is How Your Brain Works“.

Continue lendo esse artigo para conhecer os gatilhos mentais.

Gatilho Mental #1 – Escassez: “Tive que perder para dar valor”

gatilhos-mentais-escassez É comum ouvirmos alguém dizer que “precisou perder para dar valor”, especialmente no que diz respeito a relacionamentos afetivos.

Acredite, a mesma lógica funciona para os negócios. As pessoas costumam dar mais valor àquilo que é escasso. Isto porque o inconsciente coletivo costuma associar que, quanto mais difícil for conseguir determinado objeto de desejo, mais raro e valioso ele é.

Além disso, estudos realizados por Daniel Kanheman (o mesmo do livro citado acima) e Amos Tversky, comprovaram que o sentimento de perda é muito mais forte do que o sentimento de ganho, sendo 1,5x – 2,5x maior. E é fácil entender isso…

Você prefere ganhar um desconto de R$ 5,00 ou evitar um pagamento adicional de R$ 5,00? Se você é como a maioria das pessoas, você prefere evitar um pagamento adicional de R$ 5,00… Mas receber um desconto de R$ 5,00 não traria o mesmo resultado? Sim! Embora em ambas situações você economizasse R$ 5,00, na primeira você tem uma sensação positiva (ganhar um desconto), enquanto na segunda uma sensação negativa (evitar pagamento adicional).

As palavras são poderosas. E quando usadas para reforçar um gatilho mental, elas se tornam extremamente persuasivas.

Caso de Sucesso:

gatilhos-mentais-escassez-case “Apenas um restante em estoque…” A mente do consumidor automaticamente entra no estado “não posso perder”.

O gatilho da escassez é utilizado direto por sites de vendas, como a gigante Amazon. Ao invés de tratar o baixo estoque de produtos como algo negativo, as empresas perceberam que colocar as pequenas quantidades restantes de um produto aumentaram as vendas.

Esse é um gatilho muito poderoso quando utilizado com integridade.

Como usar o gatilho mental da Escassez no seu negócio:

O gatilho da escassez é um dos mais poderosos. Quando o cliente não está totalmente seguro sobre comprar o seu produto, a possibilidade de não podê-lo mais adquirir o fará agir.

A partir do momento que você manda um email anunciando que é a última oferta, ou quando divulga um curso com “vagas limitadas”, o seu público tende a tomar uma decisão rapidamente e de forma automática.

Isso acontece porque ele será movido pelo medo inconsciente de perder aquela oportunidade que talvez nunca mais se repita. Use essa estratégia não só em títulos, mas também oferecendo conteúdo exclusivo a um número restrito de pessoas.

Exemplo: oferecer um bônus apenas para os 20 primeiros que comprarem/ligarem. Mas não se esqueça de estabelecer uma escassez real. Se o público perceber que você sempre usa este artifício apenas para chamar atenção, o efeito pode ser justamente o oposto.

Não passe a impressão de que as pessoas sempre têm que fazer as coisas quando você quer, apenas torne a decisão mais clara para elas.

Gatilho Mental #2 – Urgência: É agora ou nunca!

gatilhos-mentais-urgencia O gatilho mental da Urgência é muito parecido com o da Escassez, mas está ligado ao fator tempo, pois o produto ou serviço têm um prazo limite para serem adquiridos.

É um gatilho muito efetivo porque uma das piores sensações para o ser humano é a impossibilidade de escolher. Depois que o prazo acabar, a única escolha da pessoa será ficar sem aquele produto ou serviço.

Como odiamos nos sentir impotentes, agimos o mais rápido possível. Afinal, adquirir um produto e se arrepender é menos pior que viver com a dúvida sobre a diferença que aquilo faria na sua vida.

Caso de Sucesso:

gatilhos-mentais-urgencia-case O site de ofertas coletivas Groupon disponibiliza uma oferta aos visitantes com tempo definido. O relógio está correndo e o cliente só pode aproveitar a oferta até um determinado e preciso horário.

Ver a mudança dos números no horário, principalmente nos últimos minutos, faz com que a sensação de perder uma oportunidade seja iminente, causando ansiedade ao visitante.

Baseando-se no gatilho de urgência, sites de ofertas coletivas e leilões ganharam uma grande força na internet. Perceba também na imagem acima como eles utilizam outro gatilho mental logo abaixo do contador: “8842 comprados”. Você sabe qual é? Falaremos dele adiante nesse artigo.

Como usar o gatilho mental da Urgência no seu negócio:

A procrastinação é um dos maiores vilões para qualquer tipo de negócio (abordamos um guia completo sobre os vilões da produtividade aqui).

Os clientes adiam a decisão de compra e acabam desistindo dela. Mas ao usar esse gatilho, você ativará um comportamento impulsivo no seu cliente. Isto porque quando algo demanda urgência, não pensamos muito, apenas agimos no ato inconsciente de nos resguardarmos de um perigo iminente (no caso, o fato de nunca mais conseguir adquirir determinado produto).

Para ativar esse gatilho, você pode usar palavras e expressões que demandem uma resposta comportamental instantânea, como: “Só até hoje”, “Sua última chance”, “Hoje é o último dia”, “Imediato” e “Agora”.

Assim como na Escassez, use apenas quando o que você tem a oferecer realmente for urgente e finito. E o mais importante: sempre explique o porquê de ter um prazo limitado. Quanto mais o motivo for verdadeiro e incontestável, mais esse gatilho mental será eficiente. De preferência, use-o associado a outros gatilhos, como o da reciprocidade.

Gatilho Mental #3 – Autoridade: Manda quem pode, obedece quem tem juízo

gatilhos-mentais-autoridade Este é um gatilho bem peculiar, pois ao mesmo tempo que é muito eficaz, também pode ser nocivo se usado para o mal.

Houve um grande experimento realizado por Stanley Milgrim na década de 1960 (link da Wikipedia), no qual as pessoas estavam dispostas a castigarem outros participantes movidas pelas ordens de uma autoridade (um professor).

Toda vez que um dos participantes (um ator) errasse uma pergunta, o outro integrante do estudo (pessoa comum) deveria dar-lhe um choque. Os choques eram de mentira, mas o ator fingia estar sentindo cada vez mais dor, chorando e gritando.

Mesmo sentindo-se desconfortáveis com a situação, os participantes convidados cumpriam o que era mandado porque o ser humano tende a obedecer a quem ele julga como superior, por uma questão de respeito.

Então, se você quiser que as pessoas confiem em você e no seu trabalho, precisa posicionar-se como uma autoridade no nicho em que atua.

Caso de Sucesso:

“Quem usa Tigre é autoridade no assunto”. Essa tagline tem como objetivo mostrar às pessoas que a marca em questão é a melhor escolha se tratando de tubos e conexões. Quem sabe disso, é tratado como autoridade, é respeitado e levado a sério.

Ao contrário, quem não entende sobre tubos e conexões e acredita que são todos iguais, simplesmente não é respeitado. E assim acontece em qualquer negócio ou até situações comuns do dia a dia.

Se você vai a um hospital para visitar um familiar e um homem de calça jeans e camiseta fala com você, é diferente de quando uma pessoa com jaleco branco dá uma informação.

O simples fato de a pessoa estar vestida com um acessório característico da área médica já dá a ela a autoridade de falar como tal.

Enfim, transmita a ideia de que você é uma autoridade em seu nicho. E mais importante que isso: seja uma autoridade!

Castelos construídos sobre areia não duram muito tempo. (tweet essa frase)

Como usar o gatilho mental da Autoridade no seu negócio:

Para usar este gatilho em seu negócio, é preciso mostrar que você entende bem sobre aquilo que se propôs a escrever ou explicar e posteriormente vender.

Sendo assim, antes de oferecer qualquer produto pago ao seu público, ceda materiais úteis e gratuitos. Mostre às pessoas que você tem experiência no assunto, adquira a confiança delas e a autoridade será uma consequência, juntamente com a reciprocidade (gatilho que veremos adiante).

Se você já palestrou em algum evento, considere usar uma imagem sua dando essa palestra. É incrível o poder que uma foto de uma pessoa segurando um microfone tem. Inclusive, a página sobre do Viver de Blog possui uma imagem que reúne algumas das palestras que já ministrei pelo Brasil.

Além disso, peça que especialistas do seu nicho gravem depoimentos sobre você e sobre suas habilidades.

Para tanto, por mais que você queira se posicionar como autoridade, sempre tenha humildade e respeito pelo trabalho de outras pessoas.

Cite as referências que você usa em seu trabalho, indique alguém capacitado quando você não dominar determinado assunto. Dessa forma, você construirá uma rede sincera de contatos qualificados. Ou seja, conquistar autoridade não é tarefa fácil, mas através de um trabalho consistente e bem feito, ser visto como especialista é algo natural.

Dica: Se você já conquistou sua autoridade, não a jogue no lixo promovendo profissionais ou produtos os quais não confia plenamente. É a sua credibilidade que está em jogo.

Fique atento a isso principalmente se você deseja trabalhar na internet. A confiança da sua audiência é seu bem mais precioso.

Confiança demora-se muito tempo para adquirir, mas pode acabar com apenas uma experiência negativa. E, não tenha dúvida, recuperar a confiança de alguém é muito mais difícil que adquiri-la pela primeira vez.

Gatilho Mental #4 – Reciprocidade: Gentileza gera gentileza

gatilhos-mentais-reciprocidade O gatilho da reciprocidade é um dos mais importantes e é também a base do inbound marketing. Isso porque temos uma tendência natural a querer retribuir àquilo ou àquele que nos gera valor de alguma forma.

Mas é claro que precisamos perceber esse ato como algo espontâneo, feito de coração. Por isso suas ações devem, primeiramente, objetivar tornar a vida das pessoas mais simples e, depois, gerar algum lucro para você. Não o contrário. As pessoas sentem isso.

Caso de Sucesso:

Eu desafio você a assistir esse vídeo sem esboçar um sorriso (ou deixar cair uma lágrima).  🙂

Não existe nada mais gratificante do que ver pessoas sendo gentis e ajudando outras pessoas sem intenção nenhuma de serem recompensadas… Mas a própria rede “The Fifties” se sentiu na “obrigação” de retribuir, oferecendo uma sobremesa grátis pela gentileza gerada. Nasce o nome da campanha: “Gentileza gera sobremesa”.

O objetivo é incentivar que o frequentador da lanchonete doe R$ 1,26 por mês pelo período de um ano ao Projeto Giramundo, iniciativa da ONG Cidadania Corporativa, que colabora com a inserção social de indivíduos com alguma necessidade especial de locomoção.

Não faça as coisas esperando uma recompensa, mas a vida sempre trata de retribuir as boas ações.

Como usar o gatilho mental da Reciprocidade no seu negócio:

A reciprocidade é o gatilho mais nobre e deve ser usado em qualquer negócio, mesmo aqueles que não usam uma estratégia de marketing de conteúdo. Sempre ofereça materiais gratuitos para seu público.

Até quando for vender algo, dê uma amostra grátis do seu produto ou serviço. Assim, a pessoa ficará com a sensação de que está te devendo um favor e precisa retribuir de alguma forma, seja cadastrando o email na sua lista ou mesmo comprando um de seus produtos.

E o mais importante: tenha a reciprocidade como um hábito. Ela gera frutos para o seu negócio, mas os ganhos estão para além do que a ciência pode explicar. A sensação de ajudar as pessoas e se sentir útil é imensurável. 🙂

Observação: Existe um gatilho que chamamos de reciprocidade inversa, mais conhecida como Efeito Ben Franklin, que é estimulado quando pedimos um pequeno favor possível a alguém. Após a realização desse pedido, a pessoa passa a ter um sentimento bom por quem o pediu, mesmo em casos de inimizade.

Isso acontece porque a partir do momento em que a pessoa executou o favor, ela tem uma dissonância cognitiva. Isto é, percebe que é incompatível a relação entre seus sentimentos anteriores e a ação de ajudar a quem pediu o favor.

Para ordenar ambas as cognições e resolver o conflito interno, a pessoa passa a gostar da outra justamente para que pensamento e atitude estejam em acordo. Em seu negócio, este gatilho pode ser usado quando você oferece ao público a possibilidade de ajudar na resolução de algum problema em seus materiais (gratuitos ou pagos).

Para que a reciprocidade inversa funcione, certifique-se de:

  1. Pedir um favor simples e fácil de realizar aos leitores/clientes;
  2. Assegure-se de que seu pedido foi atendido;
  3. Agradeça sinceramente pelo favor feito;
  4. Não retribua o favor instantaneamente para que a dissonância não se esclareça;
  5. Continue tratando as pessoas para quem pediu o favor de maneira amigável para reforçar o sentimento.

Gatilho Mental #5 – Prova Social: Diga-me com quem anda…

gatilhos-mentais-prova-social Jean-Paul Sartre já dizia: “O outro é nosso melhor espelho”. Sim, somos seres sociais e muitas das nossas atitudes baseiam-se no que as outras pessoas esperam de nós.

Além disso, temos necessidade de pertencer a grupos que nos identifiquem como indivíduos, dessa forma, a prova social é um gatilho muito poderoso.

Veja um exemplo do cotidiano. Se você tivesse que escolher entre dois restaurantes: um bem mais cheio, com uma fila de espera, ou o do lado, totalmente vazio… Qual escolheria? Por mais que as pessoas não gostem de esperar, elas preferem não se decepcionar. Logo, pensamos: se o restaurante está cheio é porque é bom. E vice-versa.

Em um estudo realizado em 1968, Leonard Bickman, Lawrence Berkowitz e  Stanley Milgram analisaram 3 casos:

  • No primeiro, uma pessoa fica parada na rua olhando para o céu.  O resultado foi que, das pessoas que passavam pelo lugar, 40% também paravam e olhavam na mesma direção;
  • No segundo caso, duas pessoas estavam paradas olhando para cima e dessa vez 60% das pessoas paravam e olhavam na mesma direção;
  • Por último, 4 pessoas olhavam para cima e nesse caso, 80% dos pedestres pararam e também olharam para cima

gatilhos-mentais-prova-social-pessoas-olhando-ceu A que conclusão nós chegamos? Independemente do motivo (medo, curiosidade, hesitação), quanto mais pessoas optam por determinada opção, mais somos influenciados a tomar a mesma atitude. Seja em relação à moda, alimentação, um aplicativo e etc.

Caso de Sucesso:

gatilhos-mentais-prova-social-case Você já ouviu falar sobre Dubsmash? Eu aposto que sim. Afinal, o aplicativo de dublagem viralizou sendo baixado mais de 20 milhões de vezes.

Essa é (ou era até o momento que estávamos escrevendo o artigo) a nova sensação do momento (até quando?), sendo usado por diversos famosos, gerando curiosidade e uma enorme prova social para o aplicativo.

Alguns famosos como Cléo Pires, Caio Castro, Cláudia Leite, entre vários outros, usaram esse aplicativo para publicar um vídeo em suas contas no Instagram.

Esse pequeno ato fez com que milhares de fãs o baixassem instantaneamente para gravarem seus próprios vídeos com ele.

As redes sociais são uma ferramenta explosiva para viralização e mostram como simples ideias podem cair no gosto popular rapidamente. Conheça nosso infográfico sobre marketing viral.

Como usar o gatilho mental da Prova Social no seu negócio:

Para ativar esse gatilho em seu negócio, use depoimentos de clientes, números de pesquisas de satisfação, quantidade de unidades vendidas, imagens de pessoas usando seu produto ou serviço, engajamento nas redes sociais, número de leitores do site.

Um exemplo de prova social aqui no Viver de Blog é o infográfico sobre a Psicologia das Cores, com mais de 35.000 compartilhamentos sociais e o infográfico sobre Erros Gramaticais, que está a caminho dos 10.000 compartilhamentos.

Vale lembrar que o gatilho da prova social está intimamente ligado ao da autoridade. Se você conseguir gravar depoimentos de pessoas famosas ou especialistas falando bem do seu produto, o efeito certamente será otimizado.

Além disso, dê a mesma atenção às críticas que recebe. Hoje em dia, antes de adquirir um produto ou serviço, as pessoas procuram pela opinião de terceiros em diversos sites.

Não negligencie as reclamações, pelo contrário, faça delas uma oportunidade de se aproximar das pessoas que compraram alguma coisa de você. Se você for cordial e procurar resolver o problema, certamente o consumidor levará isso em consideração.

Gatilho Mental #6 – Porque: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas”

gatilhos-mentais-porque Por mais que nossas decisões sejam tomadas no âmbito do inconsciente, nossa mente sempre procura respostas racionais para justificar nossas ações.

Mesmo em situações em que não há nenhuma justificativa inerente, nosso cérebro busca algum significado. Talvez por isso muitas vezes as pessoas recorram ao sobrenatural para explicar determinados fatos.

Podemos perceber que esse questionamento faz parte da essência humana quando vemos crianças de apenas 3, 4 anos perguntando o motivo de uma série de situações estranhas a elas.

Em seu livro Influence, Robert Cialdini analisa um estudo realizado sobre os pedidos de uma pessoa para passar à frente em uma fila de xerox. Os testes examinaram como diferentes solicitações podem afetar a disposição das pessoas para permitir que este indivíduo fure ou não a fila.

No primeiro teste, o participante disse: “Desculpa, tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox?” Neste cenário, cerca de 60% das pessoas permitiram que ele furasse fila e usasse a máquina antes delas.

Na segunda situação, a solicitação foi ligeiramente alterada. Desta vez, o participante disse: “Tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox porque estou com pressa?” Você percebeu a sutil diferença entre os dois pedidos? Vamos decompô-lo: Não foi apenas a solicitação minimamente alterada, mas sim o “porque” (o motivo) que fez a diferença para que ele furasse fila.

“Porque eu estou com pressa” não é uma boa desculpa para a maioria de nós. Mesmo assim, cerca de 94% das pessoas deixaram que ele furasse a fila desta vez.

Se você acha estranho, vamos à solicitação usada no terceiro e último teste: “Desculpe-me, tenho cinco páginas. Posso usar a máquina de xerox porque eu tenho que fazer cópias?” É uma justificativa insuficiente para que as pessoas deixassem o participante furar fila, afinal, todo mundo ali quer tirar cópias. Apesar disso, 93% das pessoas permitiram que ele passasse na frente, apenas 1% a menos que no caso anterior, porém,  33% a mais que no primeiro teste, no qual não há um porquê.

Cialdini explica que se trata de um princípio bem conhecido do comportamento humano. Quando pedimos a alguém para nos fazer um favor, a chance de ser bem sucedido se torna muito maior quando oferecemos um motivo.

As pessoas simplesmente gostam de ter razões para o que elas fazem. Sendo assim, sempre busque justificar o que você está fazendo. Quanto mais verdadeiro e genuíno for seu argumento, maiores serão as chances de seu público confiar em você.

Caso de Sucesso:

Essa campanha do Esporte Clube Vitória, de 2012,  foi tão convincente, que além de alcançar seu objetivo, também conquistou dois leões de ouro e dois de prata no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions.

Este é o prêmio máximo da publicidade, o reconhecimento mundial da campanha mais premiada feita por um clube de futebol. E, se você gosta de futebol e possui um time do coração, certamente ficaria sensibilizado caso ele mudasse, de uma hora para outra, as cores da bandeira, o escudo ou qualquer outro elemento que o caracterizasse como aquele time.

Foi pensando nisso que o Vitória, time tradicionalmente rubro-negro, tirou o vermelho da camisa dos jogadores e a cor só voltaria aos uniformes conforme os estoques de sangue do Hemoba, hospital de Salvador, aumentassem.

Com menos de duas semanas de campanha lançada, o número de doações havia aumentado 46%. Sabemos que a prática de doar sangue é necessária, mas muitas vezes precisamos estar com um ente querido necessitando de doações para despertamos para isso.

Nesse caso, o amor pelo futebol falou alto e, mais que isso, o amor pela camisa e pela história do clube. O tema “O Vitória só depende do torcedor para voltar a ser rubro-negro” mostrou como um bom motivo é o divisor de águas entre uma campanha comum e uma campanha épica.

Como usar o gatilho mental do “Porque” no seu negócio:

Na sua demonstração de vendas ou/e marketing, coloque o motivo de você estar oferecendo algo, isso saciará a mente consciente da pessoa.

Exemplo: Eu acredito que toda pessoa pode viver de blog porque todo mundo possui uma habilidade única que o mundo precisa conhecer através de um blog/site na internet.

Nessa página sobre o blog, explico o “porquê” do Viver de Blog, assim como os benefícios de ler esse blog e se cadastrar na nossa lista de emails. Tente analisar sua ação de vendas com o olhar do público e responda a todas ou principais objeções sobre seu produto ou serviço.

Quando usar os gatilhos de urgência e escassez, procure explicar porque seu curso oferece vagas limitadas ou porque seu produto só será vendido até o dia seguinte. Caso não exista uma explicação, geralmente as pessoas desconfiam que é apenas uma estratégia de venda.

E mais importante que isso: se você disse que as vendas se encerrarão amanhã, elas devem se encerrar amanhã e ponto final. Mais a frente veremos no gatilho sobre Compromisso e Coerência como as pessoas valorizam a concordância entre o que falamos e o que fazemos.

Gatilho Mental #7 – Antecipação: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo” (Alan Kay)

gatilhos-mentais-antecipacao Quando você vai ao cinema e assiste a um trailer empolgante que mexe com as suas emoções, fica ansioso pela estreia daquele filme. Este é o gatilho da antecipação, sem dúvida uma gatilho muito poderoso, pois mexe com as nossas expectativas em relação ao futuro.

Algumas pesquisas indicam que projetar o futuro e o apresentar às pessoas ativa partes do cérebro ligadas à felicidade. Provavelmente porque o futuro é incerto e nos sentimos confortáveis com boas perspectivas.

Em relação aos negócios, é importante arquitetar um cenário favorável, preparando o terreno para o que está por vir. No caso, um produto ou serviço. Ao anunciarmos algo que está por vir, é preciso mostrar suas funcionalidades e como ele pode ajudar as pessoas, tocando nas dores e desejos dela.

Quando isso é bem feito, mesmo quem não precisa do produto sente-se atraído por ele. A (boa) publicidade mexe com nossa imaginação, e muitas vezes o ato de desejar determinada coisa acaba sendo mais prazeroso que possuí-la.

De qualquer forma, com as expectativas elevadas, estaremos propensos a realizar uma compra quando a mesma estiver disponível.

Caso de Sucesso:

A Apple é uma empresa mestre em usar o gatilho da antecipação. Não é à toa que todo ano organiza um evento exclusivo para anunciar as novidades da empresa.

Além dos eventos que são divulgados para todo o mundo, a empresa possui estratégias para cada produto específico. Mas todas guardadas em segredo, criando um ar de mistério sobre quais serão os próximas passos dessa empresa.

No vídeo acima chamado “reveal”, ela apresentou o Apple Watch em setembro de 2014, mas que só foi lançado em abril de 2015 (em alguns países). A antecipação criada para comprar um relógio desses foi enorme e, no momento que escrevo esse artigo, ainda é muito difícil consegui-lo (se você tiver um, compartilhe com a gente nos comentários).

Embora todos os produtos da Apple sejam lançados usando fortemente o gatilho da antecipação, o vídeo possui elementos clássicos de um trailer:

  • Pouca informação ou informação incompleta sobre o produto
  • Música envolvente
  • Logo da empresa no final

Inclusive, vi esse trailer em um cinema aqui no Rio.

Como usar o gatilho mental da Antecipação no seu negócio:

Para usar este gatilho em sua estratégia, planeje o lançamento do seu produto e comece a fazer a publicidade, soltando informações ou dicas sobre ele, semanas ou meses antes do lançamento.

Temos o costume de usar o termo “seeding” para essa estratégia. Ele significa “semear”. É como se você estivesse semeando o terreno para o que está por vir.

Você pode realizar webinários, entrevistas com especialistas na área, escrever um artigo mostrando um pouco da sua história e até mesmo criar um trailer para o seu produto que será lançado. Se for possível, peça a pessoas influentes para comentarem sobre o produto que está por vir.

Dessa forma, você estará formando uma comunidade de pessoas ansiosas para comprar seu produto, especialmente se já houver uma demanda latente por ele.

Fiz um vídeo explicando sobre esses 7 Gatilhos Mentais que você acabou de conhecer. Clique aqui embaixo para conferir:

Gatilho Mental #8 – Novidade

O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão, haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem – Millôr Fernandes
gatilhos-mentais-novidade As pessoas adoram novidades. Em termos neurológicos, quando somos expostos a algo novo, há um aumento na liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

Apesar de coisas familiares gerarem certa tranquilidade, a novidade nos tira da zona de conforto e nos motiva a buscar pela recompensa associada a ela.

Empresas de tecnologia e de automóveis usam esse gatilho frequentemente. Afinal, a cada ano, somos expostos a um novo modelo de celular, televisão, carro.

Embora muitas vezes as diferenças entre os modelos sejam extremamente pequenas, trocamos os objetos antigos pelo simples prazer de estar usando algo moderno, inovador e, como quase sempre deduzimos, melhor.

Caso de Sucesso:

Você já ouviu falar em self-driving cars? São carros em que não apenas o câmbio é automático, mas todo ele é automático. Eles dirigem por conta própria, com uma segurança estatística muito maior do que nós seres humanos.

O vídeo acima mostra a Mercedes F 015, carro que muitos especialistas chamam de “o carro do futuro”. Não é à toa que a quantidade de tecnologia utilizada nesse carro é enorme. Afinal, o gatilho da novidade tende a andar muito próximo da inovação e tecnologia.

Não poderia deixar esse comercial fora da lista de gatilhos mentais. Afinal, ele é considerado por muitos, o melhor e mais inovador comercial já produzido, de título “1984”. Com forte storytelling (inimigo público comum) preferimos deixá-lo na categoria novidade, já que um computador pessoal foi uma das maiores inovações de nossa era.

A campanha ganhou inúmeros prêmios, que você pode conferir junto com várias outras informações nessa página da Wikipedia.

Como usar o gatilho mental da Novidade no seu negócio:

Em seu negócio, você pode usar este gatilho incluindo, de tempos em tempos, uma atualização em seu produto ou serviço. Mas sempre atualizações significativas, que façam ter sentido adquirir a nova versão.

Além de estar usando um atalho mental poderoso, você não corre o risco de se tornar obsoleto em relação ao mercado em que atua. E, de fato, com a velocidade com que coisas novas são descobertas, é cada vez mais necessário buscar atualização.

No marketing digital, por exemplo, isto é notório, porém, vale para a maioria dos nichos. Esse foi um dos motivos da ampla aceitação do infográfico sobre Instagram que publicamos aqui no blog.

Falamos sobre novidades, curiosidades e ajudamos o leitor/visitante a se atualizar sobre os números do Instagram, as hashtags mais usadas, aplicativos para edição de imagens e vídeos e muito mais.

Extra: Quando você lança um produto, seja online ou off-line, poucas vezes no ano, além de estar usando o gatilho da novidade, também está ativando a escassez. Associar este dois mecanismos no seu negócio fará com que as vendas aumentem consideravelmente.

Gatilho Mental #9 – Relação Dor x Prazer

O prazer nos visita algumas vezes, mas a dor agarra-se cruelmente a nós – John Keats
gatilhos-mentais-dor-prazer O ser humano sempre guia suas ações sob a lógica de evitar a dor e alcançar o prazer. Sendo assim, esse gatilho mental é extremamente importante, pois se baseia naquilo que orienta toda e qualquer ação que tomamos.

Vale lembrar que, instintivamente, as pessoas são mais propensas a se afastarem da dor do que a se aproximarem do prazer. Isso porque geralmente associamos a falta de dor e sofrimento a uma consequente sensação de prazer ou, no mínimo, de estabilidade e segurança, especialmente emocional.

Para usar este gatilho, é necessário saber quais são as maiores dores e desejos do público-alvo, já que nem todas as pessoas possuem problemas e prazeres semelhantes.

Caso de Sucesso:

Ryan Grepper é o criador do Coolest, um gadget que veio revolucionar o conceito de cooler, acabando com todas as objeções de pessoas que gostam de passear ao ar livre.

O produto é equipado com uma bateria recarregável de 18 volts, que traz um liquidificador embutido e entradas USB para recarga de outros aparelhos, como celulares e laptops.

Com capacidade para cerca de 55 litros, o Coolest tem ainda alto-falantes à prova d’água com conexão Bluetooth e luzes de LED que iluminam seu interior e também um abridor de garrafas do lado de fora.

Além disso, as rodas do Coolest são duas vezes mais largas que o normal, fazendo com que ele se locomova mais facilmente na areia. O produto ainda oferece vários outras funcionalidades.

Assista ao vídeo e veja se, mesmo não sendo o tipo de pessoa que usa cooler, você não vai sentir vontade de comprar um! P.S.: O produto já arrecadou, desde a metade de 2014 até agora, nada mais nada menos que U$13 milhões!

Como usar o gatilho mental da Relação Dor x Prazer no seu negócio:

Para ativar este gatilho em suas vendas, você deve levar em consideração o fato de as pessoas se preocuparem mais em afastar o sofrimento do que obter satisfação.

Sendo assim, em primeiro lugar, apresente as soluções que seu produto ou serviço oferecem para os problemas dos clientes. Foque na dor das pessoas, fale sobre cada aspecto negativo daquele incômodo e como aquilo tem atrapalhado a vida do seu público-alvo.

Apresente seu produto como a resolução definitiva e só depois disso, mostre como as pessoas desfrutarão do que você tem a oferecer. Isto é, apenas depois de mostrar os problemas e as soluções é que você deve relacionar seu produto a algo prazeroso.

Faça isso usando palavras negativas para a primeira etapa de vendas (caso seja um vídeo, mostre isso na sua expressão). E, em seguida, usar palavras associadas à felicidade, ao prazer.

Extra: Se você quiser ver na prática como utilizamos esse gatilho em um vídeo de venda, veja a página do nosso tema premium para WordPress chamado Épico. Você consegue identificar todos os gatilhos mentais nesse vídeo?

Recapitulando os 9 Gatilhos Mentais:

gatilhos-mentais Até agora, os gatilhos mentais apresentados para você dominar a arte da persuasão e aumentar suas vendas foram:

  1. Escassez
  2. Urgência
  3. Autoridade
  4. Reciprocidade
  5. Prova Social
  6. Porque
  7. Antecipação
  8. Novidade
  9. Relação Dor x Prazer

Na segunda parte do artigo, completaremos esse material mostrando mais 8 gatilhos mentais indispensáveis à sua estratégia de marketing. Um deles, inclusive, é muito eficaz na vida afetiva. 😉

Persuasão x Manipulação

Persuasão x Manipulação Depois de tanto falarmos sobre persuasão e gatilhos mentais, precisamos deixar bem claro a diferença entre persuasão e manipulação.

O ato de persuadir é totalmente diferente do ato de manipular.

Persuadir é um incentivo para a outra pessoa reconhecer que a ação tomada por ela é o melhor caminho de acordo com seus objetivos.

Manipular é fazer essa pessoa tomar uma decisão sem estar consciente de que ela está alinhada com seus maiores interesses ou até mesmo contra sua própria força de vontade.

Um marketing inteligente é aquele que apresenta uma oportunidade e a própria pessoa conclui que seguir essa ideia é o melhor caminho para ela. Portanto, ao invés de forçar uma venda, busque apresentar conceitos como:

  • Oportunidade
  • História
  • Chamada para ação

Dessa forma, você estará praticando o novo marketing. Aquele que usa técnicas de persuasão e não manipulação.

Se você deseja escrever de maneira persuasiva e nada manipulativa, baixe o ebook gratuito “Confissões de um Escritor Milionário: As 4 etapas infalíveis dos textos persuasivos que garantem vendas” e desvende as 4 únicas estratégias usadas pelos grandes mestres da persuasão que transformam palavras em vendas.

Conclusão:

Para concluir o artigo, é importante advertir sobre o cuidado em utilizar o seu poder de persuasão através dos gatilhos mentais.

Para atingir seus objetivos, pense em longo prazo, aja com ética e sempre entregue o que foi prometido. Quando mentimos e utilizamos os gatilhos mentais apenas para benefício próprio, estamos manipulando as pessoas, não persuadindo.

Pode funcionar por um tempo, mas a mentira sempre se volta contra nós. Inclusive no meio digital, onde muitos acham que é “terra sem lei”.

Lembre-se: A persuasão é a capacidade de entender o que o seu público pensa e deseja e se comportar de forma que os seus objetivos se alinhem a esses desejos e vice-versa. Para que o ato de persuadir dê certo, as pessoas devem fazer o que você pede e se sentirem bem.

Isso criará um vínculo entre vocês que facilitará o relacionamento entre ambas as partes. Caso tenha gostado do artigo, compartilhe-o nas redes sociais e não deixe de ler a segunda parte. Ela será publicada na próxima semana, sendo diretamente enviada para sua caixa de email.

Atualizado: Clique aqui para ler a parte 2 sobre gatilhos mentais. Tem algum gatilho que você não conhecia ou sabe de um caso de sucesso que usou um desses gatilhos mentais? Escreva nos comentários. Vamos adorar saber!

 

Fonte: https://viverdeblog.com/gatilhos-mentais/.

Exemplos de introdução impossíveis de serem ignoradas

Interessado em conhecer alguns exemplos de introdução que podem ser facilmente adaptados para diversos estilos de texto?

Se você respondeu sim, é porque já está convencido do poder de uma boa introdução.

Se não, sinto dizer, mas ao subestimar a importância dessa parte do seu artigo pode ser que você esteja perdendo muitos leitores pelo caminho.

E nós sabemos o quão trabalhoso pode ser atrair audiência qualificada para simplesmente colocar tudo a perder.

No entanto, sei também que a tarefa de fazer uma introdução atraente pode ser complicada e por isso mesmo muitos acabam deixando essa parte de lado.

Uma introdução poderosa começa, principalmente, naquela primeira frase de impacto, que irá “conquistar” ou “afastar” de vez o leitor.

Foi pensando nisso que selecionei os melhores exemplos de introdução que vão fazer seu leitor não conseguir desgrudar os olhos da tela do computador.

Então continue lendo para conhecer os 8 exemplos de introdução que farão com que seus textos sejam lidos, compartilhados e comentados.

Índice de conteúdo

  • Envolva o leitor com uma história e instigue suas emoções
  • Faça perguntas mas não as responda ainda
  • Apresente dados e estatísticas sobre seu tema
  • Use o bom humor logo no começo do artigo
  • Faça o leitor se sentir em casa
  • Crie intimidade e descubra o que você e seus leitores têm em comum
  • Crie um mistério a ser desvendado
  • Conte o por que você decidiu escrever sobre o assunto

Exemplos de Introdução

Exemplos-de-introdução-1

A melhor maneira de aprender a respeito de um assunto é através da observação.

Quando falamos da produção de textos, observar é ler. E quanto mais a leitura for um hábito presente mais a escrita será fluída.

Justamente por isso, vamos desconstruir alguns exemplos de introdução que funcionam, não só em artigos mas também em eBooks, para que você entenda bem o que faz dela um sucesso e consiga aplicar as mesmas técnicas com extrema habilidade.

Lembrando que, para garantir um bom posicionamento do seu artigo nos mecanismos de buscas, procure usar a palavra-chave do texto logo na introdução. Para saber mais sobre o assunto, leia este artigo.

Exemplo de Introdução #1: Envolva o leitor em uma história e instigue suas emoções

Exemplos-de-introdução-2

Os seres humanos aprenderam a passar conhecimento adiante contando histórias, usando a técnica que hoje conhecemos por Storytelling.

Uma boa história funciona para prender atenção porque faz uma conexão emocional.

As pessoas que possuem visões de mundo semelhantes, acreditam em histórias parecidas porque conseguem se colocar no lugar de quem viveu aquilo.

O pensamento é: poderia ser a minha história

Veja o que acontece nessa introdução de uma postagem da Superinteressante para promover uma das edições da revista:
Luci era uma donzela de 13 anos que, no século X, vivia em um importante vilarejo com seus pais. Certo dia de verão, ela saiu para ir à feira com uma amiga quando sentiu uma vontade enorme de ir ao banheiro. Sem ter aonde ir, entrou no primeiro casebre do caminho e resolveu fazer xixi por lá mesmo. Foi quando um homem de 35 anos a encontrou e decidiu que a tomaria à força.
Simplesmente impossível não querer saber como termina essa história, não?

O autor nos apresenta a personagem, Luci, em uma situação absolutamente corriqueira, que poderia acontecer a qualquer um.

E logo depois já introduz uma mudança na trama e coloca a personagem em uma situação de perigo.

Como não se envolver?

Outra emoção brilhantemente trabalhada em tão poucas linhas é a raiva, gerada pela possibilidade de concretização de um crime hediondo: o estupro.

Este é o tipo de artigo que deixa as pessoas revoltadas, fazendo-as agir ferozmente para obterem justiça.

E a introdução já mostra claramente ao leitor o que está por vir mas sem contar o final.

Se você também ficou curioso para saber o que acontece com Luci, leia aqui o texto completo.

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (3)

Mas não somente a raiva pode ser utilizada em sua introdução.

Outras emoções que funcionam muito bem para ganhar o leitor logo nas frases iniciais:

  • O medo: que nos leva tomar ações impulsivas, agindo muito mais com o instinto do que com a racionalidade.

Você tem certeza que está seguro em sua casa durante a noite?

  • A felicidade: essa emoção pode ser despertada em uma introdução através de palavras engraçadas, inspiradoras ou motivacionais.

Não deixe para realizar seus sonhos amanhã. O hoje é tudo que você tem.

  • A surpresa: dê ao leitor algo que ele não espera.

Por mais incrível que isso pareça, vamos contar o segredo do sucesso dos milionários.

Exemplo de Introdução #2: Faça perguntas mas não dê respostas ainda

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (4)

Um dos gatilhos mentais mais utilizados é o da curiosidade.

Isso acontece porque a busca por informação para responder a uma pergunta ativa parte de nosso cérebro ligada ao prazer.

Ou seja, encontramos satisfação ao descobrir uma resposta.

Podemos perceber que esse questionamento faz parte da essência humana quando vemos crianças de apenas 3, 4 anos perguntando o motivo de uma série de situações estranhas à elas.

Começar sua introdução com uma pergunta quase obrigará o leitor a continuar lendo caso ele queira muito desvendar a questão.

E as chances são enormes se você conseguir despertar sua curiosidade.
E se houvesse um jeito de sobressair sobre o barulho, ser notado e fazer uma conexão real com sua audiência?
Texto completo em inglês aqui.

Quem não deseja descobrir a resposta dessa pergunta? Em detalhes?

O segredo aqui está em fazer uma pergunta que não pode ser respondida imediatamente por quem está lendo.

Atice a curiosidade mas só responda a questão no decorrer do artigo. Se a resposta já está na introdução, porque seu leitor precisaria continuar?

Exemplo de Introdução #3: Apresente dados e estatísticas sobre o assunto que você irá escrever

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (5)

Sabemos que 95% dos nossas decisões são tomadas de forma inconsciente. Porém, nosso cérebro busca por informações racionais que sejam suficientes para embasar nossas ações.

Se eu tivesse escrito esse exemplo de introdução dessa forma, será que você levaria essa informação tão a sério?

A maioria das pessoas toma decisões de forma inconsciente. Porém, nosso cérebro busca por informações racionais que sejam suficientes para embasar nossas ações.

Um pouco mais vago, não?

Temos a tendência de acreditar em números, talvez pelo fato de serem dados objetivos, perfeitos para passar confiança.

Assim como nesse exemplo de introdução:
De cada dez brasileiros adultos, quatro já possuem ou estão envolvidos com a criação de uma empresa. É o que revela a nova pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2015, patrocinada pelo Sebrae no Brasil. No ano passado, a taxa de empreendedorismo no país foi de 39,3%, o maior índice dos últimos 14 anos e quase o dobro do registrado em 2002, quando a taxa era de 20,9%.
Leia o texto completo aqui.

A introdução é a citação de uma pesquisa sobre empreendedorismo e apresenta vários dados para dar credibilidade ao assunto, como o instituto responsável pelo estudo, quem patrocinou e claro, os dados obtidos.

O texto já parece ter mais valor e credibilidade só por causa dessa introdução.

Exemplo de Introdução #4: Bom humor logo no início do texto

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (6)
O riso é a menor distância entre duas pessoas – Victor Borge
Com certa frequência, o humor é menosprezado como um elemento interessante a ser usado em textos.

Um tremendo desperdício, porque apesar de não ser fácil escrever com a intenção de provocar o riso, seus efeitos são muito. Veja alguns:

  • Favorece a conexão com o leitor pois promove vínculos. Todos nós respondemos de alguma forma a textos bem humorados.
  • É um ótimo jeito de encerrar conflitos e acabar com diferenças e o estresse.
  • Usar humor de forma adequada pode ser considerado um sinal de inteligência.

Vamos a um exemplo:
Eu sempre fui pagador de mico, mas quando cheguei na Holanda a coisa ficou séria e larguei o status amador pra virar pró na aquisição de símios.

Tenso.

A vantagem do mico é… bem as vantagens do mico são duas: um, aprendizado pela dor e humilhação (você tende a se lembrar dele) e dois, entreter pessoas com a sua história.

Aprender eu aprendi, agora vamos à parte do entretenimento, onde compartilharei contigo micos épicos que paguei. E à vista.
Texto completo está aqui

O uso do humor torna bem mais leve a descrição de uma situação que provavelmente poderia ser até mesmo mais séria.

Inclusive, publicações mais técnicas podem fazer bom uso do humor para suavizar um assunto que tende a ser maçante.

Além disso, cria a antecipação por uma história que contará com elementos divertidos e por isso torna a leitura mais agradável e leve.

Exemplo de Introdução #5: Convide seu leitor para o texto faça-o sentir-se em casa

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (7)

Alguma vez em sua vida você já foi a uma festa na casa de um amigo onde não conhecia ninguém e o anfitrião sequer apresentou você aos demais convidados?

Quem já passou por isso sabe o quanto pode ser desconfortável esse tipo de situação.

Mas quando você é recebido com um drinque e apresentado a cada um dos convidados tende a ficar bem menos esquisito, não é mesmo?

Bom, e com a produção do seu texto não funciona de forma diferente.

Todo nós temos a necessidade de sermos bem recebidos.

Uma excelente maneira de dar as boas vindas ao seu leitor é quebrar todas as suas objeções.

Percebe-se que, ao perguntar se ele se sente ansioso ou nervoso a respeito do assunto que você irá escrever, o “gelo é quebrado”.

É criada ai, a necessidade de continuar lendo para descobrir como se livrar daquela ansiedade da qual o autor também parece ter compartilhado algum dia.
Para ser honesto com você, fazer podcasts não constavam como prioridade no ano passado. Na verdade, eu apenas comecei a ouvir podcasts porque eu queria bloquear o som da monótona dance music da academia! E foi uma ação que funcionou, e desde então, eu tomeu gosto por ouvir podcastst, mas fazer os meus próprios? Essa ideia nunca passou pela minha cabeça.
O texto completo do Neil Patel está em inglês.

O início do texto é quase um confissão. Ele nunca pensou em fazer podcasts, assim como seu leitor talvez não tenha pensado também.

E ainda assim, conta a história que o levou a mudar de ideia, dando a impressão de que se aconteceu com ele pode acontecer com quem lê também.

Exemplo de Introdução #6: Crie intimidade com o leitor: mostre o que vocês têm em comum

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (8)

Nós, seres humanos, somos uma espécie extremamente sociável.

Necessitamos fazer conexões uns com os outros, reconhecer hábitos em comum e pensamentos parecidos.

Uma ótima maneira de estreitar esses laços é contando histórias. Se forem pessoais, melhor ainda.

Fale como um amigo de quem está lendo. E mostre um pouco mais de você, como é sua vida, seus gostos e medos. Acredite, as pessoas têm interesse nesse tipo de assunto.

Sabe como fazer isso? Identifique algum problema que seja comum entre aqueles que o acompanham e mostre que você também já passou por aquilo ou é daquele jeito.
Como é sua rotina matinal? A minha costumava ser acordar às 7 horas da manhã, andar até o chuveiro, vestir roupas socialmente aceitáveis, tomar uma xícara de café e andar no meio de centenas de zumbis até o ponto de ônibus lotado.
Para ler o texto original em inglês, clique aqui.

Perceba que o autor pergunta como é a rotina do leitor, para estabelecer a conexão.

E só depois de fazê-lo pensar em sua vida é que ele conta como é a ele, criando empatia com dezenas de pessoas que também passam pelas mesmas coisas todo dia de manhã.

O desejo de saber um pouco mais sobre aquela pessoa, que afinal é parecida com ela, será o gancho para o artigo.

Exemplo de Introdução #7: Crie um mistério

8-Modelos-de-Introdução-Impossíveis-de-Serem-Ignoradas-(11)

Somos naturalmente curiosos.

Por exemplo, porque você acha que a indústria cinematográfica investe tanto na divulgação de teasers e traillers dos seus filmes?

Oras, simplesmente para aguçar sua curiosidade.

E se a história for interessante que você espere ansiosamente pela estréia do filme

Este é o gatilho da antecipação, sem dúvida um gatilho muito poderoso, pois mexe com as nossas expectativas em relação ao futuro.

Por isso, a estratégia de criar um mistério, algo que está por vir, ainda na introdução, pode ser o gancho ideal para fisgar o leitor.

Se a curiosidade dele a respeito daquela história for grande, ele certamente não irá interromper a leitura.

Ofereça uma promessa logo no início e obviamente entregue aquilo que prometeu no decorrer do desenvolvimento.
Após 30 anos de casamento, a Sra. Kuroki subitamente perdeu sua visão após ter complicações decorrentes da diabetes.

Deprimida, a Sra. Kuroki se isolou do mundo. Seu marido queria lhe dar algo para que ela pudesse usufruir, e ele encontrou a resposta quando viu pessoas admirando suas flores de rosa de musgo.
Leia o texto completo.

Este exemplo de introdução começa com um acontecimento triste, a perda de visão da Sra. Kuroki e conta rapidamente como ela se sentiu em relação ao problema com a intenção de cativar o leitor.

Logo em seguida o marido é introduzido como sendo aquele que descobre a solução para o problema de sua esposa.

Como essa história acabará? Conseguirá essa senhora com a ajuda do marido voltar a ser feliz? Se sim, qual a solução que ele encontrou?

Todas essas questões são respondidas ao longo do texto, mas o leitor já foi atraído pelo mistério logo de cara, não interrompendo a leitura.

Exemplo de Introdução #8: Conte o por que da decisão de escrever sobre o assunto

8 Modelos de Introdução Impossíveis de Serem Ignoradas (9)

Em seu livro Influence, Robert Cialdini analisa um estudo realizado sobre os pedidos de uma pessoa para passar à frente em uma fila de xerox.

Os testes foram feitos de duas maneiras:

  • Em uma delas, o indivíduo simplesmente pedia para furar a fila afirmando que tinha poucas páginas.
  • Em um segundo mesmo, o pedido foi o mesmo, com adição de uma justificativa de estar com pressa.

Adivinhe qual deles foi mais atendido?

Se você respondeu aquele que se justificou, está correto.

Em seu livro, Cialdini explica que as pessoas gostam de ter justificativas para o que vão fazer.

Veja esse exemplo:
“Esse negócio de ter que produzir o conteúdo e ainda editar o material é muito complicado”. Ouvi essa frase nas mais diversas versões ao longo do meu trabalho como Gerente de Implementação na Resultados Digitais e é por essa razão que quero mostrar como você pode gerar Leads através de um material rico simples como um infográfico.
Texto completo aqui.

O autor decidiu explicar o “reason why” , o que o motivou a escrever o artigo em questão.

Nesse caso ele decidiu desmistificar uma afirmação que ouvia com frequência, ou seja, essa foi a grande motivação para todo artigo.

E por que isso funciona em uma introdução?

Simples, o leitor já sabe o porquê daquele texto ter escrito, qual a pergunta crucial que deseja responder e assim pode julgar se lhe interessa ou não saber o resto.

Leia mais sobre como escrever um artigo perfeito aqui.

Fatos e Estatísticas para Tweetar:

  1. (tweet) Os seres humanos aprenderam a passar conhecimento adiante contando histórias, usando a técnica que hoje conhecemos por Storytelling.
  2. (tweet) Começar sua introdução com uma pergunta quase obrigará o leitor a continuar lendo caso ele queira muito desvendar a questão.
  3. (tweet) 95% dos nossas decisões são tomadas de forma inconsciente. Porém, nosso cérebro busca por informações racionais que sejam suficientes para embasar nossas ações.
  4. (tweet) Temos a tendência de acreditar em números, talvez pelo fato de serem dados objetivos, perfeitos para passar confiança.
  5. (tweet) Uma excelente maneira de dar as boas vindas ao seu leitor é quebrar todas as suas objeções.
  6. (tweet) A estratégia de criar um mistério, algo que está por vir, ainda na introdução, pode ser o gancho ideal para fisgar o leitor.

Conclusão

8-Modelos-de-Introdução-Impossíveis-de-Serem-Ignoradas-(13)

Não perca esse momento único de causar uma primeira boa impressão, você sabe que não terá uma segunda chance.

Apesar da enorme ajuda que os modelos de introdução podem dar ao seu artigo, jamais esqueça que o mais importante é ser criativo. Além de você precisar saber como escrever bem, é claro.

Entenda o porquê alguns exemplos de introdução funcionam para manter o leitor interessado, mas acima de tudo, invista no seu conhecimento.

Você está se perguntando como?

Muito simples.

Pratique!

Leia, escreva e preste atenção aos feedbacks. Ouça sua audiência. Ela lhe ditará o caminho.
“Não tenha medo de desistir do bom para perseguir o ótimo” – John D. Rockefeller

 

Fonte: https://viverdeblog.com/exemplos-de-introducao/.

Como fazer uma introdução irresistível: simples técnicas de redação

Como fazer uma introdução se tornar memorável e tão atraente que irá incentivar o leitor a continuar lendo seu texto, independente do tema?

Pense comigo: Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.

Estudos comprovam que 79% dos leitores escaneam páginas na internet.

Ou seja… eles não lêem palavra por palavra, mas apenas aquelas que chamam sua atenção.

E para piorar, 50% dos usuários só lêem as primeiras 111 palavras de um artigo.

O que isso significa?

Que na teoria, metade dos leitores desse artigo já deixaram essa página. (ou será que não?)

“Teoria” porque a maioria dos blogs e sites não usam estratégias sobre como fazer uma introdução memorável.

Escrever não é fácil, mas nesse artigo você aprenderá a criar uma introdução tão envolvente que será praticamente impossível seu leitor não continuar lendo.

Continue lendo para saber mais sobre:

Índice de conteúdo

  • A diferença gritante entre a morte ou o passaporte para o sucesso do seu texto.
  • Como começar uma introdução.
  • 5 tipos irresistíveis de introduções para explorar e prender a atenção dos seus leitores.
  • Como não começar uma introdução.
  • Técnicas de redação: 5 dicas simples para melhorar drasticamente sua escrita.

Ao final dele, você entenderá de uma vez por todas como deixar as introduções dos seus textos impossíveis de serem ignoradas.

Introdução: A diferença gritante entre a Morte ou o Passaporte para o sucesso do seu texto

Como escrever uma introdução (3)
Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.
A sua introdução deve servir como guia para todo o restante do texto.

Falhar em captar a atenção do leitor através de um excelente título e uma introdução matadora é ter a certeza de que seu texto será apenas mais uma ideia que morreu por não ser interessante o suficiente.

Mas não se preocupe…

Esse artigo irá ensinar você como fazer uma introdução memorável ser o passaporte para o sucesso do seu texto.

Então, quando você estiver preparado para criar esses tipos de introduções envolventes, escrever todo o restante do texto se tornará uma tarefa bem mais simples.

E antes de entrarmos nos detalhes sobre como começar uma introdução eu preciso ser breve e deixar claro para que estejamos na mesma página: o que é uma introdução?

O que é uma introdução

Como escrever uma introdução (4)

introdução de um texto significa seu início ou o começo. É o ato ou efeito de introduzir.

Você nunca deve começar o desenvolvimento do seu texto sem antes ter uma introdução.

Parece muito básico ou óbvio?

Por mais básica que essa ideia seja, a grande maioria dos blogs e sites que produzem constantemente conteúdo na internet falham desastrosamente.

Você já percebeu como eles iniciam seus textos já explicando um conceito, sem antes preparar o terreno sobre o porquê eles irão explicar algo ou qual é o real problema que eles irão solucionar com um artigo?

Perceba como fizemos na introdução desse texto que você está lendo:
Como fazer uma introdução se tornar memorável e tão atraente que irá incentivar o leitor a continuar lendo seu texto, independente do tema?

Pense comigo: Você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão.

Estudos comprovam que 79% dos leitores escaneam páginas na internet.

Ou seja… eles não lêem palavra por palavra, mas apenas aquelas que chamam sua atenção.

E para piorar, 50% dos usuários só lêem as primeiras 111 palavras de um artigo.
Nós poderíamos iniciar esse texto já escrevendo sobre técnicas de redação ou exemplos de como começar uma introdução.

Porém, o texto perderia sua “magia”, contexto e um rápido ritmo de leitura.

Sabendo disso, como podemos começar uma introdução?

Como começar uma introdução

Como escrever uma introdução (5)

Você já percebeu como geralmente as introduções do Viver de Blog começam com uma pergunta?

Perguntas são uma ótima forma de captar a atenção do leitor rapidamente.

Use perguntas que provoquem sentimentos, emoções no leitor. Crie loops emocionais que precisam ser fechados futuramente, como:

  • “Você já sentiu isso?”
  • “Você já passou por essa situação?”
  • “Você acredita nisso?”

Todas as perguntas acima abrem um loop que será fechado futuramente, mas não agora.

A introdução do seu conteúdo memorável precisa “vender” o restante do seu artigo, mas sem entregar tudo logo no início.

Portanto, quando falamos sobre abrir loops, estamos despertando gatilhos mentais como antecipação e curiosidade.

Uma pergunta como “você já sentiu isso?” deixa as pessoas mais ansiosas para descobrir o que está por vir.

Esses são pequenos “truques” que você pode usar na produção de texto para deixá-lo mais atrativo, convidando o leitor para continuar lendo, mesmo que ele não perceba que está tomando uma decisão no seu inconsciente.

Como escrever uma introdução (6)

Uma boa fórmula para você usar nas introduções do seu conteúdo é:

  1. Faça uma pergunta abrindo um loop emocional.
  2. Coloque uma lista do que você irá abordar ao longo do artigo. Pode ser um simples resumo dos tópicos que você irá abordar.
  3. Reforce a chamada para o leitor continuar lendo.

Esse ponto 3 é importante. Se você analisar vários artigos do Viver de Blog, verá que no final de cada introdução reforçamos a mensagem:

Continue lendo esse artigo para saber mais sobre …”

Destacamos o trecho “continue lendo” em negrito e coloco o assunto do artigo no final dessa frase.

Essa é uma fórmula simples e efetiva que você pode usar nos seus artigos para criar uma introdução poderosa.

Portanto, continue lendo esse artigo para saber mais sobre como fazer uma boa introdução. 😉

Lembrando que, para garantir um bom posicionamento do seu artigo nos mecanismos de buscas, procure usar a palavra-chave do texto logo na introdução. Para saber mais sobre o assunto, leia este artigo.

Como fazer uma boa introdução: 5 exemplos de introdução para prender a atenção de seus leitores

Como escrever uma introdução (7)

Uma boa introdução pode quebrar ou alavancar seu texto.

É o primeiro contato após o título e seu único dever é incentivar o leitor a continuar lendo a próxima sentença.

E a próxima…

E a próxima…

E a próxima…

Até que ele chegue ao final de um artigo de 6.000 palavras, por exemplo, e sinta como se o relógio tivesse congelado e sua noção de tempo e espaço tivesse sido transformada.

Esse é o poder de um artigo memorável.

Conheça os 5 exemplos de introdução para prender a atenção de seus leitores.

Exemplo de introdução #1: Perguntas

Como escrever uma introdução (8)

Artigo com esse exemplo de introdução no Viver de Blog:

» 19 brilhantes dicas sobre como escrever bem e melhor (você não pode ignorar a #17)

Como é a introdução desse artigo:
Você já sentiu isso?

Aquele frio na barriga e o coração batendo mais forte?

Você não sabe o que, mas alguma coisa está dizendo que dessa vez será diferente. Não serão apenas palavras de mudanças, mas verdadeiros atos corajosos para embarcar de vez em uma nova jornada. Uma jornada que você sempre sonhou e desejou percorrer.

Você sente as ideias fluírem dentro de você. Você está confiante. Você sabe que o seu trabalho é tornar essas ideias livres, soltas e que existe um mundo desesperado por esse tipo de informação.

Mas você está com medo.

Você tem medo de largar o seu emprego e viver sem uma fonte constante de renda. Você tem medo dos olhares críticos e desconfiados dos seus familiares e amigos, quando eles ouvirem que a internet é agora o seu lugar de trabalho. Você tem medo de passar fome, de não ter como pagar suas contas e saber que seus familiares não poderão contar com você.

E acima de tudo?
Por que essa é uma boa introdução?

Esse é provavelmente o exemplo de introdução mais fácil e efetivo que você pode abordar no seu texto.

Começar com uma pergunta é entrar na mente das pessoas, escrevendo exatamente o que elas estão pensando sobre o tema do seu artigo.

As perguntas quando vagas e carregadas de sentimentos possuem uma função poderosa: a criação de loops.

Loops são portas de curiosidade que você abre na mente do seu leitor para fechá-las somente no decorrer do seu texto.

Quando você lê uma pergunta, mesmo que vaga, do tipo “você já sentiu isso?” automaticamente seu pensamento não consegue ignorar o fato de que existe uma informação incompleta e que precisa ser resolvida.

Exemplo de introdução #2: Histórias

Como escrever uma introdução (9)

Artigo com esse exemplo de introdução no Viver de Blog:

» Trabalhar até morrer ou morrer de trabalhar? Por que a qualidade de vida no trabalho atual está roubando sua felicidade

Como é a introdução desse artigo:
Stephanie era uma funcionária de uma grande empresa Telecom na França em busca de um direito básico esquecido pelas grandes corporações: a qualidade de vida no trabalho.

“Era” porque, aos seus 32 anos, ela escreveu suas últimas palavras em um email enviado ao pai, pouco antes de se jogar da janela do escritório:

“O meu chefe não sabe, obviamente, mas serei a 23ª funcionária a se suicidar. Não aceito a nova reorganização do serviço. Vou mudar de chefe e, para passar por aquilo que eu vou passar, prefiro morrer. Deixo no escritório a bolsa com as chaves e o celular. Levo comigo a minha carta de doadora de órgãos, nunca se sabe. Não gostaria que você recebesse uma mensagem desse gênero, mas estou mais do que perdida. Quero-lhe bem, papai”.
Por que essa é uma boa introdução?

Histórias, quando bem escritas, tem o poder de criar conexões em grande profundidade.

As pessoas que contam e acreditam em histórias iguais possuem valores semelhantes.

A visão de mundo que temos é, simplesmente, uma coleção de histórias sobre fatos que acreditamos.

Logo, uma boa história é fundamental para criar uma sensação de “nós”, de união e conexão.

Nesse exemplo, ficamos indignados com o suicídio da Stephanie por causa de uma péssima qualidade de vida no trabalho, algo tão comum hoje em dia em pequenas e grandes empresas.

A carta ao pai dela reforça o lado emocional da história e traz valores e situações universais.

No caso, a visão negativa sobre um chefe e a conexão com um pai.

Exemplo de introdução #3: Citações

Como-escrever-uma-introdução-(35)

Artigo com esse exemplo de introdução no Viver de Blog:

» 101 Frases Inspiradoras para Abrir sua Mente e Melhorar seu Dia

Como é a introdução desse artigo:
Words have the power to both destroy and heal. When words are both true and kind, they can change our world. – Buddha

As palavras tem o poder de curar ou destruir. Quando as palavras são verdadeiras e generosas, elas podem mudar nosso mundo.
Por que essa é uma boa introdução?

As citações resumem grandes conceitos em pequenas, mas poderosas palavras.

Transferem autoridade do autor(a) da citação.

No caso, a frase de Buddha reforça como as palavras podem curar ou destruir.

O artigo trata de frases inspiracionais e, portanto, uma citação seria a introdução perfeita.

Quando estiver na dúvida sobre como começar uma introdução ou tiver uma ideia complexa para descrever, apoie-se nas citações.

Uma citação correta colocará você em um nível de autoridade e admiração mais profundo com seu leitor.

Exemplo de introdução #4: Estatísticas

Como escrever uma introdução (11)

Artigo com esse exemplo de introdução no Viver de Blog:

» Guerra às Redes Sociais: o maior cemitério de grandes ideias, a armadilha invisível para o empreendedor e a batalha por um futuro alternativo

Como é a introdução desse artigo:
As redes sociais são um fenômeno incrível da nossa geração e as estatísticas são, no mínimo, surpreendentes:

  • O Facebook possui mais de 1.5 bilhão de usuários ativos em sua plataforma.
  • No Twitter, mais de 350 mil tweets são enviados por minuto.
  • O Instagram contabiliza mais de 1 milhão de curtidas por minuto.
  • No Youtube são assistidas mais de 6 bilhões de horas em vídeo por mês.
  • O LinkedIn possui mais de 400 mil usuários em sua rede.

Por que essa é uma boa introdução?

Dados e estatísticas reforçam conhecimento e autoridade sobre o assunto.

Ao iniciar seu artigo com esse recurso, você está mostrando o tema de seu artigo de uma maneira mais ampla, apoiando-se em números reais para desenvolver seu texto mais adiante.

Boa parte dos seus leitores terão uma visão mais analítica e irão se conectar melhor com você quando você oferecer dados e números que comprovem sua tese.

Porém, não esqueça de se conectar de alguma forma com o lado emocional das pessoas.

Apresentar somente números e estatísticas sem adicionar histórias ou sentimentos envolvidos pode deixar seu texto “chato” e difícil de ler.

Exemplo de introdução #5: Problemas

Como escrever uma introdução (12)

Artigo com esse exemplo de introdução no Viver de Blog:

» A verdade que ninguém nunca contou a você sobre ganhar dinheiro online

Como é a introdução desse artigo:
Ganhar Dinheiro Online é um sonho de muitos para poucos.

Promessas de ganhar dinheiro fácil são vendidas como mate gelado em feriado de sol na praia de Copacabana.

Esses falsos gurus colocam histórias de como ganham mais de R$ 20.000 por mês e mostram recibos, imagens e cheques do dinheiro recebido.

Até esse ponto, é até possível acreditar, mas o problema aparece quando eles escrevem “ganhar dinheiro online é fácil. Qualquer um pode conseguir com pouco esforço. Saiba como ganhar dinheiro na internet dormindo.”

Se você também já está de saco cheio dessas ilusões, esse artigo irá mostrar exatamente o que você precisa saber:

A verdade. Nua e crua.
Por que essa é uma boa introdução?

A maioria das pessoas está na internet para resolver um problema específico.

  • “Como escrever bem?”
  • “Como escrever um artigo?”
  • “Como fazer uma introdução?”

Reconhece essa última? E é até provável que você tenha chegado nesse artigo para solucionar esse problema.

Somos fascinados pelo desconhecido. Adoramos solucionar problemas. É nosso instinto de sobrevivência e progresso.

Portanto, ao começar uma introdução apresentando um problema, você logo se conecta com seu leitor.

Você transparece para ele que entende o problema dele e está ali para oferecer uma solução baseada em tudo o que você aprendeu.

Nesse episódio da série Dicas Práticas eu mostro como fazer uma introdução irresistível para hipnotizar seus leitores através de 5 exemplos super práticos. Não deixe de assistir.

Não deixe de fazer sua inscrição no nosso canal no YouTube para ver mais vídeos

Como não começar uma introdução

Como-escrever-uma-introdução-(23)

Se você quiser colocar seus leitores em coma profundo ao ler seu texto comece sua introdução com frases do tipo:

  • “Desde o início dos tempos…”
  • “Desde a antiguidade…”
  • “A definição desse tema segundo o dicionário da língua portuguesa é…”

Essa realmente é uma maneira sem sentido e desnecessária de começar sua introdução.

Afinal, o que o leitor extrai desse tipo de frase?

Uma informação valiosa? Uma frase que desperta a curiosidade? Uma estatística interessante?

Nada disso, não é? Apenas uma frase ocupando um espaço no texto…

E esses são apenas alguns exemplos do que você não deve fazer se quiser começar o artigo com alto impacto.

Fica mais fácil acertar quando sabemos quais erros não podemos cometer de maneira alguma.

Conheça a receita infalível para uma introdução ruim (só não siga ela):

  • Escreva um texto lotado de frases genéricas, que juntas formarão um texto apenas para preencher um espaço que seria destinado à sua introdução.
  • Repita as palavras já utilizadas no título e mostre que criatividade não é seu ponto forte.
  • Responda todas as perguntas logo na introdução do artigo, assim o leitor nem terá o trabalho de ler o resto.

Não perca a chance de causar uma excelente primeira impressão.

E se você quiser realmente encantar o leitor, a introdução não é o único elemento a ser considerado.

Conheça a estrutura essencial de um texto memorável.

Introdução, desenvolvimento e conclusão

Como escrever uma introdução (14)

O foco deste artigo é apresentar a você a importância de uma boa introdução e como desenvolvê-la com maestria.

No entanto, em toda produção escrita, seja um artigo memorável de um blog, um texto literário ou um texto jornalístico, a introdução não é a única parte importante.

É preciso considerar todo o contexto.

Para chegar a uma produção de texto de qualidade, é necessário obedecer a coerência, com todas as partes do texto se encaixando perfeitamente, sem contradições.

Essa é a boa e velha coesão textual. Você já deve ter ouvido falar nela.

A garantia da coesão de um texto está em nunca esquecer dos elementos que não podem ser ignorados em uma boa redação: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Vamos conhecer melhor cada um deles.

Introdução: por onde tudo começa

Como escrever uma introdução (15)

A essa altura do artigo você já aprendeu muita coisa sobre como fazer uma introdução e qual a importância dela em seu texto.

Uma falha na construção do primeiro elemento e seu leitor desistirá sem dó nem piedade de dar continuidade à leitura.

E se algo assim acontece, aquelas horas ou dias de muito suor na frente do computador terão sido inúteis.

Então, para o seu próprio bem, jamais subestime o poder da introdução.

É a oportunidade perfeita para “fisgar” leitores.

Feito isso você já pode seguir para a maior parte do seu texto: o desenvolvimento.

Desenvolvimento: porque encher linguiça não é uma boa ideia

Como escrever uma introdução (16)

Se sua introdução for bem feita, o leitor já tem uma ideia clara do que vai encontrar ao longo do seu texto.

Ou seja, essa é a hora de responder todas as questões que você mesmo levantou.

Comece a conduzir o leitor pela jornada de conhecimento que você criou lá atrás na introdução, construindo argumentos sólidos que validarão as afirmações e questões levantadas no início do texto.

Porém, seu desenvolvimento não deve ser a continuação de sua introdução.

Apesar de ambos estarem ligados, o desenvolvimento não pode começar com frases que dão ideia de continuidade, como:

  • Por causa disso.
  • Como falamos anteriormente.
  • Conforme mencionado.

A ideia aqui é simples. Se você apagar a introdução do seu artigo, seu desenvolvimento precisa continuar fazendo sentido sozinho.

Pense nele como um texto independente.

E lembre-se: seu artigo não é uma novela com 387 capítulos só para preencher a grade de programação diária.

Você não precisa enrolar no desenvolvimento só para terminar seu texto com 5 mil palavras (já que textões estão em alta), quando você poderia ter escrito a mesma coisa com pelo menos metade.

Um bom jeito de fazer isso é estipular um número máximo de tópicos para seu desenvolvimento.

Primeiro, leve em consideração quantas perguntas você deixou em aberto na introdução.

O ideal é que cada uma delas seja respondida em seu próprio tópico (H2) e com seus respectivos subtópicos (H3).

Para não correr o risco de encher linguiça em seu texto mantenha uma média entre 3 a 5 parágrafos (H2) por texto.

Este é um número adequado para o manter uma argumentação lógica e coerente sem fazer o leitor cair no sono.

Gere valor a seu leitor, não apenas um amontoado de palavras.

Já passamos pela introdução e pelo desenvolvimento e finalmente estamos chegando ao final da estrutura básica de um artigo: a conclusão.

Conclusão: não estrague a expectativa do leitor que chegou até aqui

Como escrever uma introdução (17)

Você já sentiu essa sensação de frustração?

Você começa a assistir a um filme ou seriado e logo no começo da história já é “conquistado”.

Ao longo do roteiro, não consegue desviar os olhos da tela, os personagens vão se tornando cada vez mais cativantes, cada reviravolta na história é feita com maestria e tudo parece caminhar para um final memorável.

E de repente, aquilo que parecia promissor, vira decepção.

gran finale não tem nada de demais, parece que o roteirista ficou com preguiça de continuar escrevendo e você se arrepende de ter perdido seu tempo com aquela péssima história.

Você não quer que seu leitor se sinta assim no final do seu texto, não é?

Uma conclusão desastrosa pode mudar a opinião do seu leitor da água para o vinho.

Como escrever uma introdução (18)

E para impedir que isso aconteça, tenha em mente alguns elementos que não podem faltar na estrutura de uma boa conclusão:

  • Não repita tudo que já foi dito ao longo do texto.
  • Retome algum ponto importante do artigo, mas de uma forma diferente.
  • Críticas, sugestões e advertências cabem muito bem nesse momento. Deixe o leitor saber o que você pensa a respeito.
  • Não apresente novos pontos de vista. Você já teve tempo para falar disso no desenvolvimento.

A conclusão é a parte ideal para chamar a atenção do seu leitor e convidá-lo a tomar uma ação, como:

  • Cadastrar-se na sua lista de emails.
  • Fazer um comentário sobre o artigo que leu.
  • Compartilhar o texto nas redes sociais.

Quem chegou até à conclusão já provou que se interessa por aquilo que você tem a dizer e possivelmente gosta do seu trabalho, o que torna muito mais fácil a missão de pedir “algo em troca”.

Conclua seu artigo com chave de ouro e você terá cada mais vez mais leitores apaixonados por seus textos que sempre voltarão para acompanhar seus novos conteúdos.

Técnicas de redação: 5 dicas para escrever introduções drasticamente melhores

Como escrever uma introdução (20)

Redação não deveria ser um bicho de 7 cabeças.

E definitivamente não é.

Mas também não podemos ignorar o bloqueio criativo, o medo da folha ou página em branco e o nervosismo pela recepção do público às nossas grandes ideais.

Logo, precisamos entender algumas simples técnicas de redação para melhorar drasticamente a forma com que escrevemos.

Aqui estão 5 dicas úteis para você acrescentar em seus textos.

1. Palavras de transição

Como escrever uma introdução (21)

O objetivo de uma frase ou uma linha de texto é estimular o leitor a ler a próxima frase, a próxima linha de texto.

Mas… como deixar o texto tão conectado apenas com simples palavras?

A solução: Palavras de transição.

Palavras de transição são palavras e frases que juntam duas ideias, sentenças ou fragmentos de sentenças. São conectores que deixam o texto mais fluido.

Um exemplo:

“Você deseja ser livre, mas você não sabe como.”

Como escrever uma introdução (22)

Palavras de transição podem incluir:

  • Conjunções, como: “e, mas, ou, para, se, senão“
  • Exclamações, como “claro, bem, sim, não”
  • Conclusões, como “logo, assim, enfim, afinal“.

Sim, essas palavras de transição podem parecer tão comuns ou tão básicas que temos medo de usá-las.

Porém, eu posso garantir a você que o seu texto ficará mais claro, objetivo e gostoso de ler.

Você pode usar o poder das palavras de transição de uma forma bem mais poderosa, ao usá-las no início de uma sentença, ou até mesmo de um parágrafo.

Como-escrever-uma-introdução-(24)

Sim, as palavras são poderosas quando bem escritas.

Então, nós pensamos que essa sentença está completa.

Mas a verdade é que há mais informação pela frente.

E você não consegue parar até ler o resto desta sentença.

Logo, você só tem a opção de continuar lendo. 

Você percebeu como essa simples palavras ligam 5 sentenças em uma só?

Como-escrever-uma-introdução-(25)

As palavras de transição melhoram a leitura do texto através de vários benefícios, como:

  1. Ajudam a escrever curtas sentenças, que são mais fáceis de ler.
  2. Dão a ilusão de que o leitor está lendo mais rápido do que ele realmente está. (como aqueles livros de ficção que você devora em apenas uma noite)
  3. São inesperadas, despertando a curiosidade do leitor para saber o que está por vir na próxima linha.

Portanto, sinta-se à vontade para usá-las no seu texto, principalmente, nos primeiros tópicos do seu conteúdo para manter o leitor engajado na leitura.

2. Repetição de palavras

Como-escrever-uma-introdução-(26)

A repetição de palavras pode ser extremamente poderosa para o leitor guardar um trecho do seu artigo, assim como você pode usá-las para reforçar e destacar uma área do seu texto.

Leia esse exemplo:
Você tem medo de largar o seu emprego e viver sem uma fonte constante de renda.

Você tem medo dos olhares críticos e desconfiados dos seus familiares e amigos, quando eles ouvirem que a internet é agora o seu lugar de trabalho.

Você tem medo de passar fome, de não ter como pagar suas contas e saber que seus familiares não podem contar com você.
Você percebe como elas dão um ritmo a leitura e mantém uma certa magia conectada entre cada sentença?

Outro exemplo:
Talvez essa sensação seja apenas uma ilusão. Talvez as suas ideias sejam péssimas. Talvez você seja apenas um tolo em busca de uma fantasia.
Para você conseguir aproveitar ao máximo o poder da repetição, use-a apenas 3 vezes. Menos do que isso, nosso cérebro não detecta um padrão.

Mais do que isso, nosso cérebro interpreta um exagero por atenção.

E já que estamos falando no número 3…

3. Regra do três

Como-escrever-uma-introdução-(27)

A regra do “três” é parecida com a ideia anterior, mas sem a necessidade de repetir as mesmas palavras.

Essa regra nada mais é do que uma boa prática ao escrever para transmitir uma boa sonoridade, conexão e harmonia do seu texto.

Você percebeu como utilizamos a regra do “três” acima?

  1. Boa sonoridade
  2. Conexão
  3. Harmonia do seu texto

3 explicações sobre essa regra.

Como-escrever-uma-introdução-(28)

Quando elaboramos a missão do Blog Memorável, também utilizamos a regra do três:
O Blog Memorável é o curso para você conquistar sua liberdade financeira, ser reconhecido pelo seu trabalho e ainda ajudar milhares de pessoas através de um blog.

  1. Conquistar sua liberdade financeira
  2. Ser reconhecido pelo seu trabalho
  3. Ajudar milhares de pessoas

A regra do “três” também é apoiada na ciência.

Nosso poder de memorização começa a cair bastante após o terceiro número que desejamos gravar.

A maioria dos sites utiliza no máximo 3 colunas para apresentar seus produtos.

Como-escrever-uma-introdução-(34)

Você também encontra a regra do três nas histórias bíblicas e infantis:

  1. Os três porquinhos
  2. Os três mosqueteiros
  3. Os três reis magos

A frase em latim “omne trium perfectum” significa que todo grupo de três é perfeito.

Logo, não deixe de usar a regra do três para adicionar boa sonoridade, mais harmonia e uma melhor conexão no seu texto.

4. Metáforas, comparações e analogias

Como-escrever-uma-introdução-(30)

Você deseja sair do ponto A (onde você está) para alcançar um objetivo, o ponto B.

Porém, você não sabe ao certo como percorrer esse caminho.

Algo dentro de você sabe que você está destinado a alcançar feitos maiores, objetivos maiores, sonhos maiores.

Mas você tem medo. Ansiedade. Falta de conhecimento.

Esses são os fatores que impedem você de alcançar seus maiores sonhos e objetivos.

Agora, imagine se você tivesse em mãos um mapa. Um verdadeiro guia que mostrasse em detalhes o passo-a-passo para te levar do ponto A ao ponto B.

Um guia recheado com conhecimento, com atalhos para andar mais rápido e com dicas para evitar os maiores perigos nesse caminho.

E, como um passe de mágica, o seu medo, a ansiedade e a falta de conhecimento, se transformam em confiança, energia e sabedoria para trilhar essa jornada para mudar sua vida.

Você tem agora apenas duas decisões: Continuar parado observando seus sonhos e objetivos ficarem cada vez mais distantes…

Ou decidir lutar pelo que é seu por direito. Percorrer esse caminho para atingir seu sucesso e viver a vida que você sempre sonhou.

Como-escrever-uma-introdução-(31)

Esse trecho acima é um exemplo com metáforas e analogias que poderia ser utilizado em praticamente qualquer tipo de texto para transmitir uma vontade de mudança.

Você poderia oferecer suas ideias (ou produto) como sendo esse mapa, o guia necessário para seu leitor percorrer o caminho de A até B.

Metáforas, comparações e analogias são ferramentas poderosas para você ter (e usar) no seu arsenal como escritor.

Portanto, sempre que o texto ficar complicado e sem ritmo, procure usar essas ferramentas para facilitar o entendimento de um ponto de vista.

Essas metáforas, comparações e analogias são atalhos mentais para o leitor entender e guardar uma informação rapidamente, assim como uma história.

5. Sinônimos para evitar repetições

Como-escrever-uma-introdução-(32)

Repetições podem ser uma excelente estratégia para prender a atenção do leitor, mas também podem atuar contra você.

Uma coisa é usar trechos como:

Talvez essa sensação seja apenas uma ilusão. Talvez as suas ideias sejam péssimas. Talvez você seja apenas um tolo em busca de uma fantasia.

E outra totalmente diferente é escrever desse modo:

Os gatilhos mentais são úteis porque representam gatilhos que influenciam diretamente na nossa menteGatilhos mentais atuam como uma forma de persuasão na prática, apoiados nos conceitos de Robert Cialdini sobre gatilhos mentais da persuasão.

Péssimo, não é mesmo?

Esse foi um exemplo exagerado, mas não seria exagero dizer que diversos textos são carregados de repetições desnecessárias. Principalmente, porque não são revisados.

Então, como evitar a repetição desnecessária?

Simples. Use sinônimos.

Veja como o confuso trecho acima poderia ser reescrito:

Os gatilhos mentais são úteis porque representam atalhos que influenciam diretamente nosso pensamento.

Eles atuam como uma forma de persuasão na prática, apoiados nos conceitos de Robert Cialdini.

Bem melhor, não é mesmo?

Fatos e Estatísticas para Tweetar:

  1. (tweet) 79% dos leitores escaneam páginas na internet.
  2. (tweet) 50% dos usuários só lêem as primeiras 111 palavras de um artigo
  3. (tweet) A introdução do seu conteúdo memorável precisa “vender” o restante do seu artigo, mas sem entregar tudo logo no início.
  4. (tweet) Começar com uma pergunta é entrar na mente das pessoas, escrevendo exatamente o que elas estão pensando sobre o tema do seu artigo.
  5. (tweet) Uma boa história é fundamental para criar uma sensação de “nós”, de união e conexão.
  6. (tweet) Uma citação correta colocará você em um nível de autoridade e admiração mais profundo com seu leitor.
  7. (tweet) A garantia da coesão de um texto está em nunca esquecer dos elementos que não podem ser ignorados em uma boa redação: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
  8. (tweet) O desenvolvimento do seu texto não deve ser a continuação de sua introdução.
  9. (tweet) Você pode usar o poder das palavras de transição de uma forma bem mais poderosa, ao usá-las no início de uma sentença, ou até mesmo de um parágrafo.
  10. (tweet) Metáforas, comparações e analogias são ferramentas poderosas para você ter (e usar) no seu arsenal para escrita.

Conclusão – Como Fazer uma Introdução Memorável

Como-escrever-uma-introdução-(33)

Não coloque sua produção de texto em jogo.

Escrever uma introdução memorável é um dever que você possui com seus leitores.

Torne seu texto tão envolvente que ele possa congelar o tempo, garantir comentários gratificantes e compartilhamentos virais nas redes sociais.

Quando a escrita se tornar difícil, lembre-se:
O sucesso está um pouco mais além de onde as pessoas costumam desistir. – Senhor Miyagi
Chega de desculpas. 

Vai lá, abra seu editor de texto e comece a escrever sua introdução memorável.

E se falhar no meio do caminho, não se preocupe.

Transforme suas feridas em sabedoria.

 

Fonte: https://viverdeblog.com/como-fazer-uma-introducao/.

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén